Como funciona
A ideia é simples: um documento, muitas assinaturas eletrônicas de verdade, empilhadas no mesmo arquivo, sem que nenhuma se perca e sem que ninguém precise acreditar na nossa palavra. O que torna isso possível — e o que impõe as regras desta página — é o funcionamento da assinatura eletrônica, não uma escolha de projeto.
Esta plataforma não assina documentos e não tem acesso à sua conta gov.br. Ela entrega o arquivo na versão correta, organiza a ordem, confere o que volta e guarda tudo. A assinatura acontece no portal oficial, com a sua conta, sob o seu controle.
O caminho, passo a passo
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Crie a conta e confirme o WhatsApp
A conta guarda a sua vez e permite voltar depois para assinar o segundo documento sem redigitar nada. A confirmação do WhatsApp é o que nos permite avisar quando a sua vez chegar — sem ela, você navega, mas não pega vez na fila.
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Escolha o documento e o caderno do seu estado
O caderno é definido pelo município informado no cadastro: quem exerce mandato na Bahia entra no caderno da Bahia, sem escolher nada. Cada caderno tem 30 áreas de assinatura.
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Pegue a vez
Se o caderno estiver livre, a vez é sua na hora, por 20 minutos. Se alguém estiver assinando, você entra na fila e é avisado quando chegar a sua vez.
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Baixe o caderno aqui
O arquivo já vem com as assinaturas de quem veio antes. É esse arquivo, e só ele, que deve ser assinado — não uma cópia antiga, não a matriz, não uma impressão.
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Assine no portal do gov.br, dentro da área indicada
A tela do caderno informa a página e a área exatas em que o selo deve cair. Posicionar na área certa é o que mantém o caderno legível quando ele chegar ao destinatário com dezenas de selos empilhados.
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Baixe pelo botão do próprio portal
Este é o passo em que quase todo mundo erra. Use o botão de download do gov.br. Não use “imprimir para PDF”, não converta, não comprima, não abra e salve em outro programa.
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Devolva o arquivo aqui
A conferência leva segundos. Aprovado, seu nome entra no livro público e a vez é liberada para a próxima pessoa. Recusado, nada é gravado, o caderno permanece como estava e a tela diz exatamente o que fazer.
Por que “imprimir para PDF” invalida tudo
A assinatura eletrônica não é uma imagem colada no documento. Ela é um bloco de dados acrescentado ao final do arquivo, calculado sobre todos os bytes anteriores. É por isso que várias assinaturas podem conviver: cada uma cobre o arquivo inteiro como ele estava quando aquela pessoa assinou, e as anteriores continuam intactas dentro dele.
Reexportar o arquivo — “imprimir para PDF”, converter, achatar, recompactar, editar, abrir e salvar em outro programa — produz um arquivo novo, com bytes diferentes, que apenas se parece com o original na tela. As assinaturas anteriores deixam de conferir, porque o conteúdo que elas cobriam já não é o mesmo. Não há como recuperar: o arquivo reexportado é outro documento.
Por isso a primeira conferência do servidor é a mais simples de todas: os primeiros bytes do arquivo que você devolve têm de ser idênticos, byte a byte, ao arquivo que você baixou. Se forem, a cadeia está preservada. Se não forem, o envio é recusado antes de qualquer outra verificação — e a mensagem diz o que aconteceu, em vez de dizer apenas “arquivo inválido”.
Um envio recusado não grava nada, não apaga nada e não consome a sua vez. O caderno continua exatamente na versão anterior e você pode tentar de novo.
Por que existe fila
Como cada assinatura é calculada sobre o arquivo inteiro, duas pessoas que baixem a mesma versão e assinem ao mesmo tempo produzem dois arquivos diferentes, cada um com uma assinatura. Não existe como juntar os dois: seria preciso descartar uma das assinaturas. Não é limitação desta plataforma — é assim que a assinatura em PDF funciona.
A saída é organizar a ordem. Cada caderno recebe uma assinatura por vez, e a vez tem prazo de 20 minutos, renovável uma única vez por ação sua. Quem chega no meio entra numa fila por ordem de chegada e é avisado no WhatsApp quando a vez chegar. Se alguém pegar a vez e desaparecer, o prazo expira sozinho e o caderno volta a circular — ninguém fica esperando por um abandono.
O envio por WhatsApp está desligado aqui: a fila funciona e a sua posição é registrada, mas nenhuma mensagem sai do servidor. Acompanhe a sua vez na página do caderno ou em Minha conta, que mostram a posição atualizada.
Em compensação, os cadernos são independentes: 27 estados podem estar assinando ao mesmo tempo, cada um no seu arquivo. É por isso que a divisão é por estado, e não por um arquivo único gigante — que, além de travar todo mundo numa fila só, esbarraria no limite de 100 MB por arquivo do portal.
As duas trilhas
Trilha das vereadoras e vereadores — no ar
Um caderno por estado, com 30 áreas de assinatura cada. Uma assinatura por vez dentro do caderno, cadernos diferentes em paralelo. O resultado é um dossiê em que os selos aparecem empilhados nas mesmas páginas, com a dispersão geográfica visível — que é, em si, parte do argumento dirigido aos destinatários.
Trilha da população — ainda não está no ar
A adesão individual — um termo por pessoa, sem fila e sem limite de vagas — é a etapa seguinte do projeto e ainda não foi aberta. Não existe hoje nenhuma forma de aderir individualmente por esta plataforma, e nenhuma página aqui simula essa possibilidade. Quando existir, aparecerá em endereço próprio e será anunciada.
O que o servidor confere em cada envio
- O arquivo abre é um PDF íntegro, não um arquivo corrompido ou renomeado.
- O caderno anterior está preservado byte a byte, do começo ao fim da versão anterior.
- A contagem de assinaturas confere exatamente uma assinatura a mais do que a versão anterior tinha.
- O número de páginas não mudou nenhuma página acrescentada, nenhuma removida.
- O arquivo cabe no limite do portal com folga, para que o caderno continue recebendo assinaturas.
- As assinaturas continuam válidas todas elas, inclusive as de quem veio antes, verificadas criptograficamente.
- A pessoa ainda não assinou este documento conferido pelo hash do CPF que consta no certificado. O CPF em si não é guardado.
Falhou uma? O envio é recusado inteiro, com a explicação do que fazer. Nenhuma versão é sobrescrita em hipótese alguma: a versão anterior continua sendo a válida e todas as anteriores continuam guardadas.
Sobre a conta gov.br
A assinatura eletrônica do gov.br exige conta de nível prata ou ouro. Conta bronze entra no portal, mas não assina. Como isso é decidido pelo governo federal e não por esta plataforma, o melhor a fazer é conferir o seu nível antes de pegar a vez.
Para chegar a prata: reconhecimento facial no aplicativo gov.br comparado com a base da CNH, validação por internet banking de banco credenciado, ou login de servidor federal pelo SIGEPE. Para chegar a ouro: reconhecimento facial pela base da Justiça Eleitoral ou uso de certificado ICP-Brasil. Quem já tem certificado digital ICP-Brasil pode assinar direto com ele. A informação oficial está na página de assinatura eletrônica do gov.br, e o assinador fica em assinador.iti.br.